A cirurgia é o tratamento de escolha para o câncer de tireoide e a dose terapêutica de iodo – 131 está indicada para casos selecionados. De acordo com as recomendações da American Thyroid Association (ATA) de 2015, os pacientes com câncer de tireoide papilar ou folicular de risco intermediário selecionados e os pacientes de alto risco requerem tratamento complementar com dose terapêutica de iodo 131 (radioiodo) após a tireoidectomia porque os estudos mostram benefícios nesta população, já os pacientes com câncer de tireoide papilar ou folicular de baixo risco e alguns pacientes de risco intermediário não requerem ablação com radioiodo após a cirurgia porque, além de não obter benefícios, serão expostos desnecessariamente aos efeitos colaterais do radioiodo que variam desde comprometimento da produção de saliva pelas glândulas salivares até o risco de desenvolvimento de um segundo tumor. As orientações da ATA de 2015 se baseiam em estudos realizados nas décadas de 1990 e 2000, e para evitar o uso desnecessário da Dose Terapêutica de Iodo 131, a decisão do tratamento complementar vai depender da classificação de risco do câncer de tireoide que pode ser: baixo risco, risco intermediário e alto risco.

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Terapia com insulina é usada para controlar a glicemia em portadores de diferentes tipos de diabetes. A via oral resulta em perda do medicamento no estômago e as vias transdérmica, bucal, nasal e pulmonar vem sendo estudadas como vias de administração com o objetivo de facilitar a rotina dos usuários de insulina. A via pulmonar é atrativa por causa da extensão e da capacidade de absorção de medicamentos através dos pulmões.

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Feocromocitoma é um tumor produtor das catecolaminas norepinefrina, epinefrina e dopamina, essas substâncias em excesso no sangue causam sintomas como dor de cabeça, sudorese, aumento dos batimentos cardíacos e da pressão arterial. O aumento da pressão arterial pode ser constante ou em episódios, entretanto alguns pacientes têm pressão arterial normal. Outros sintomas incluem palpitação, tremor, palidez, falta de ar, fraqueza e ataques de pânico. Em raras circunstâncias, pode ocorrer queda da pressão arterial ao ficar de pé, alteração mental, embaçamento visual, perda de peso, temperatura acima de 40 C e alterações laboratoriais como resistência à insulina, aumento da glicose, dos leucócitos e das hemácias.

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Está programada para chegar ao Brasil, neste ano, nova tecnologia de aplicação do hormônio insulina, o i-Port criado pela Medtronic. O dispositivo, colocado sobre a pele nos mesmos locais de aplicação da insulina, possui uma pequena cânula de 6 ou 9 mm a ser inserida no tecido subcutâneo pelo próprio paciente ou familiar, e a troca deve acontecer a cada três dias. A caneta ou seringa com insulina é encaixada no dispositivo e a medicação é injetada.

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O uso de doses elevadas de vitamina D por longos períodos é indicado em raras situações como por exemplo nos indivíduos com severa má-absorção intestinal. Pessoas com deficiência de vitamina D podem receber doses elevadas por curtos períodos e posteriormente as doses são reduzidas ou suspensas. A referência abaixo conta a história de um indivíduo que mesmo com a dosagem de vitamina D dentro dos valores de referência foi recomendado tomar dose alta e diária de vitamina D por longos períodos. A consequência foi o aumento do cálcio no sangue e o comprometimento do funcionamento dos rins. Fica o alerta sobre a responsabilidade da indicação do uso da vitamina D, que embora seja conhecida como vitamina, é na verdade um potente hormônio, e se prescrito inadvertidamente, pode elevar demasiadamente o cálcio no sangue e causar danos.
Artigo: Use of vitamin D drops leading to kidney failure in a 54-year-old man. Bourne L et al. Practice/ Cases. 2019.

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